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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Ideias sobre Ressurreição e "Savegame"

Estava desanimado - bem, dizer que estava desanimado é uma falácia - ESTOU desanimado com meu sistema favorito no momento, por vários motivos que não vêm ao caso agora. Mas não é isso que quero falar, quero falar de dois problemas comuns nas mesas de jogo das pessoas por aí: A morte ou derrota dos personagens e a Ressurreição.



A morte ou derrota dos personagens pode ser um problema por n motivos, os mais comuns sendo o apego que o jogador tem com o seu personagem, o equilíbrio da aventura, e a necessidade do jogador fazer um novo personagem, ou a necessidade do grupo de ressuscitar o personagem caído.

Ressurreição tem seu grupo de problemas também. O custo absurdo da magia, as penalidades que o personagem ressuscitado recebe e a banalização da morte.

Tem grupos por aí que não veem nada disso como um problema, outros que já encontraram uma solução para esses problemas e estão satisfeitos com elas. O resto deste texto NÃO é para vocês. Vocês estão livres para lê-lo, por curiosidade, talvez, mas não vai adicionar nada (Ah não ser que você acabe achando as ideias descritas neste texto interessantes demais pra deixar passar despercebidas)!






SOBRE A MORTE

Um personagem morre, outro também, e mais outro. O grupo é derrotado e é forçado pelos vilões que os capturaram a se livrarem de todo o tesouro deles. Tá tudo ferrado, o grupo acabou.




Em primeiro lugar: Este grupo deveria ter guardado o seu tesouro em um banco, cofre, depósito ou com um agiota. Carregar todo o ouro consigo é estúpido! Dinheiro guardado assim pode até servir de resgate para comprar sua liberdade (ou vida) dos inimigos. 

O grupo acaba de ser derrotado pelos Bugbears, os goblinoides estão prestes a eliminá-los depois de saquea-los, então o druida do grupo fala. - Um momento! Nós temos cerca de 5000 moedas de ouro guardadas em um depósito na superfície! Deixe-nos ir com todo nosso equipamento e esse dinheiro é de vocês!

Uma discussão certamente vai acontecer. Os bugbear não irão querer perder 5000 moedas de ouro a mais. Pode ser que o grupo até consiga enganá-los e fugir sem entregar nada, pode ser que eles tenham mais que 5000 moedas de ouro no cofre, mas os bugbears não precisam saber. Pode ser que os bugbears inocentemente os soltem com todo o equipamento e esperem que os aventureiros honrem o acordo. Pode ser que os bugbears concordem em soltá-los apenas se uma terceira parte trouxer o dinheiro em local combinado. Pode ser que os bugbears decidam quebrar o acordo e acabar com o grupo depois de receber o dinheiro. Mas o grupo ganhou uma oportunidade.

Divaguei. 

Voltando aos trilhos do título.  SAVEGAME? Isso não é coisa de videogame? É sim.



Quando eu era pivete, eu jogava com savegames. Quando havia um tpk ou quase isso, eu ativava o "savegame" com o grupo todo concordando, e rejogavamos a situação crítica. 

Mas cresci e isso me parece besta agora, pois tira o esforço do grupo. 

Para compensar isso, proponho o retorno do SAVEGAME, com uma mudança. 

Quando o grupo opta por ativar o savegame, ELES perdem uma quantidade de xp equivalente ao total necessário para passar de nível. 


COMOASSIM!?!?!?!?!


Cada personagem em um grupo de 6º nível tem 35000 xp, para passar para o 6º nível eles precisam de 53000 xp, ou seja, 18000xp.

Um grupo de 6º nível ativando o savegame faria com que cada personagem perdesse 18000xp.

Essa perda não faria eles reverterem para o 5º nível, mas tornaria mais árdua a chegada para o 6º nível.

Esta solução funciona para mim porque eu faço minhas aventuras com apenas um nível em mente e só entrego xp no final dela.


Se não funcionar para a sua, a ideia está lançada, adapte-a como quiser, ou não a use, não me importo. Mas se for para usá-la, ou adaptá-la, me agradeça pela ideia.





Muito bem, é bem custoso ativar o SAVEGAME assim e tenho certeza que meu grupo não fará levianamente.

RESSURREIÇÃO

Ressurreição no meu sistema favorito parece serviço barato, como ir a um cabaré, paga o cafetão, digo, o clérigo, e ele traz a pessoa amada de volta. Parece até cartomante barato. 

Proponho a seguinte mudança nas magias de ressurreição.  No lugar de trazer o personagem morto de volta, dá a ele a possibilidade de voltar. Para ele conseguir voltar, ele precisa derrotar a morte! 

Basicamente  ele precisa enfrentar o ceifeiro. 


Desnecessário dizer que é provavel que ele perca se ele enfrentar sozinho. 

Para aumentar as chances de vitória do personagem morto, o grupo pode ir lá ajudá-lo. A magia ressurreição (e variáveis) permitem o conjurador e/ou um número de criaturas voluntárias irem ajudar o companheiro morto. 

Se o companheiro morto não quiser morrer, ceifeiros (ou demônios ladrões de almas) irão atrás dele para caçar a alma dele. Se o companheiro morto quiser morrer, sua almo já foi para o plano de recompensa e a magia falha. 

Agora, se ele não quiser morrer, a magia permite que ele enfrente os ceifeiros (ou demonios ladrões de almas) e retorne ao mundo dos vivos. A magia também permite que o lançador, assim como um número de aliados voluntários, enxerguem os ceifeiros e o aliado morto e possam ajudá-lo a escapar de volta ao mundo dos vivos. Isso pode dar aventuras bem legais, como ter que rastrear o amigo morto, enfrentar/enganar/despistar/convencer os ceifeiros ou demônios e trazer o amiguinho morto de volta! 

Se ele estiver morto a muito tempo (coisa de magia Ressurreição ou Ressurreição Verdadeira) o amigo morto já está no plano de recompensa (ou em algum outro plano por algum outro motivo...) A magia teleprta os amigos para o local e eles devem enfrentar/enganar/despistar/convencer as criaturas que lá habitam para libertar o amigo! Isso pode trazer uns dilemas colossais, pois o plano de recompensa existe para recompensar o personagem - e claro que ele não será um inútil lá. No plano de recompensa, o personagem dá mais poder para o deus dele de uma forma que ele nunca conseguiria fazer se estivesse vivo. Ou seja, mesmo se o deus for benigno, ele não vai querer perder essa fonte de poder facilmente. Uma aventura foda e cheia de possíveis dilemas! 

A PEGADINHA:

Personagens que vão ajudar, assim como o morto, além de não ganhar nenhum xp nessa aventura, PERDEM xp equivalente aos desafios enfrentados nela! Claro, a magia só precisará do diamante se for para permitir aliados ajudarem o amigo morto. O amigo morto não perde mais os níveis, mais perde essa quantidade de xp aí. 


Que vocês acharam? Me digam!



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Apelar e ser apelão é ruim? NÃO! É BOM! Diferenças entre apelar e otimizar.



Tenho um amigo meu que morre de medo da alcunha de apelão, e que se esconde em falácias como “sou muito azarado, por isso preciso minimizar as chances de meus personagens de serem ruins” ou “estou apenas otimizando meu personagem”.

Quanto a azar, não há o que fazer. Se isso existe mesmo, não importa o quanto você apele, não vai dar certo.

Quanto a otimizar o personagem, bem... qual a diferença entre otimizar e apelar? E porque apelar NÃO É RUIM!?

A diferença entre os termos é muito tênue.

Meu grupo mais antigo é composto por um bando de macacos velhos. Eles adoram o RPG, mas morrem de medo de entender regras novas! Preferindo inclusive jogar as versões mais antigas do jogo! Ok, beleza, tudo bem! Mas eu como desginer de jogos fico triste, pois eles não exploram as regras que eu criei. Sinto falta da veia de apelão deles (sou eu que otimizo os personagens deles).

Otimizar ficha é pensar em um personagem com carinho, e após estar tudo definido na imaginação sobre sua cultura, tipos de magias e armas dessa cultura, etc. Procurar regras que deixem ele bom naquela coerência que você montou para ele.

Por exemplo, um jogador faz um mago especialista em magias de fogo. Pouco importa para ele se magias de gelo são mais fortes, ele nem as vê. Ele vê todas as de fogo e escolhe as melhores. Ou um cavaleiro medieval, pouco importa para o jogador se a melhor arma é a espada japonesa, ele nem passou os olhos por ela. Mas ele otimizou seu personagem para lutar o melhor possível com escudo, espada longa, lança e mangual.

Katana? Isso é nome de algum ser infernal? Eu o mato com um golpe de minha leal espada longa! -Jogador otimizador.


Apelar é juntar todos os benefícios possíveis em uma única ficha sem se importar com o personagem, com a personalidade dele ou mesmo com a coerência de suas habilidades. Personalidade, roleplay e coerência são opcionais para o apelão.

Mas alguns apelões (e eu sou um deles!) conseguem juntar tudo quanto é regra, apelando mesmo, sem coerência nenhuma e depois amarrar uma coerência em tudo como nunca ninguém imaginou!

Por exemplo, o apelão vê que katanas são as melhores armas do jogo e armaduras completas são as melhores armaduras disponíveis. Mas o jogo vai ser numa campanha no estilo viking, onde não existem armaduras completas nem katanas. Ele faz o build em volta do uso de katanas e armaduras completas. E no jogo, diz que seu personagem é um oriental que estava em uma expedição no ocidente e se apaixonou por armaduras completas dos cavaleiros medievais e passou a usar uma, quando seu navio naufragou e foi resgatado por vikings. Ou que é um viking que conseguiu armadura completa e katanas em expedições mais para o sul e para o oriente, se apaixonou por elas e se especializou nelas. Isso é apelar e criar uma coerência.


Achei esse build de usar foice e Grande Machado no Complete Guide to Break Games... Ops! quer dizer, passei minha vida inteira treinando no uso destas armas!! -Jogador apelão.

Otimizar seria ele tentar tirar o melhor da luta com machados, espadas longas, cotas de malha e escudos de madeira armas e armaduras típicas de um viking.

Eu como mestre não proíbo nada, nem apelões! Gosto deles até! Eles me desafiam, encontram falhas na regra que mais tarde eu posso consertar! Se interessam pela mecânica do jogo e isso faz eu gostar deles mais ainda. Fico triste quando não tem um no jogo, pois mecânica é parte do jogo, o otimizador de personagens nem quer olhar aquela magia de gelo mais forte do que as de fogo "porque meu personagem é um mago de fogo e não quer usar gelo". Nem vê aquela arma japonesa de crítico altíssimo porque "meu personagem é um cavaleiro no estilo europeu, nem sabe que isso existe". Já o apelão vê tudo!

Se você cria builds primeiro e depois coloca um personagem em volta dele, se você vê qual a melhor arma, de maior dano e maior crítico, vê qual magia causa mais dano e mais debuffs ao mesmo tempo e só depois pensa em como juntar tudo isso no seu personagem de forma coerente (ou não), então parabéns! Você é apelão! Se as regras no jogo forem sólidas, não há mal nenhum em ser um! E não há regra no jogo que o impeça a ser apelão! Mas seja um apelão consciente! Não estrague a diversão dos outros e busque trazer coerencia a seu personagem! Essa é a regra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Uma palavra sobre o Kruthik

Dungeons & Dragons criou (ou adaptou) várias criaturas que hoje são icônicas dos mundos de fantasia e de RPG, e também criou muitas criaturas bizarras que nunca viram a luz da existência exceto em uma ou duas páginas de um manual de monstros, ou em uma miniatura bizarra.
E temos o Kruthik. Esse bichinho aí.



Esse bicho insectoide que tem uma sociedade e comportamento parecido com o do Alien do filme de Ridley Scott possui 4 miniaturas oficiais da Wizards. Kruthik Hatchling, Kruth Young, Kruthik Adult e Kuthik Hive Lord. Apesar do impressionante número de minis, ele como monstro apareceu pela primeira vez no nebuloso Miniatures Handbook da 3ª edição de Dungeons e Dragons e depois, surpreendentemente, no Monster Manual da 4ª edição. O bichinho teve 0 aparições em aventuras oficiais.

Por outro lado temos o Barghest.



Barghest é uma criatura mitológica, sua lenda provém do norte da Inglaterra, mais precisamente de Yorkshire. Era um imenso cão negro, ou cão troll que atacava o gado das pessoas e prenunciava a morte. Ele foi trazido para D&D pela Dragon Magazine e desde então aparece em todos as edições. A feroz criatura já apareceu em várias aventuras oficiais, como Return to Temple of Elemental Evil, The Speaker in Dreams e, mais recentemente, Dead in Thay.

A wizards fez duas minis de Barghest, o duplamente raro Barghest da primeira coleção de minis pré-pintadas, Harbinger, o Barghest Savage e o Greater Barghest, este sendo de tamanho grande.
Agora, porque fazer tantas minis de um bicho que nunca ninguém usará (me perdoe quem usa) e poucas e raras de bichos que muita gente quer usar?


Paizo também lança algumas miniaturas bem bizarras – mas todas as minis bizarras que eles lançam são de criaturas usadas em seus módulos oficiais, então você tem uso em potencial para elas assim que você as tira da caixa.