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quarta-feira, 9 de março de 2016

Correio Diário




Os deuses destes tempos

Por Hellen Kellen – Correio Diário.

Desde o tempo em que o rei bárbaro Vidigácio expulsou os Yperianos de Aester e fundou um reino e religião próprios Asterianos, nós mudamos um bocado.

Agora temos todas as comodidades da Era Áurea, temos luz elétrica, Autocarros, Mecânos limpando nossas ruas, telegramas, Vitriolas, dirigíveis bamboleando no céu, Autorecordes, Fotos, Fotomoves, vacinas, Faemina, Revelina, refrescantes, relógios de uma coroa, isqueiros de um schiling, polícia, dinossauros, anestésicos, tabela sequencial, genética kolonoviana, fotomutação, emprintes digitais e jornais diários.

Nossa sociedade também mudou, não mais vivemos em um tempo em que era necessário golpear a cabeça de uma outra pessoa com uma clava ou espada para conseguirmos o que queríamos. Agora temos a Teoria Evolvista de dam Brawdin, temos o Coletivismo de herr Mann, o sufrágio bordês, alquímica moderna de Karr, física moderna de Strand, abolicionistas, revolucionários, monarquistas, republicanos e coletivistas.

Temos tantos nomes a celebrar! Músicos como Frida Constance Kach, Pfermann Asmodeus Mozat, Maria Stratovari, Lucco Morbidi, Felda Lintz, Luwig Von Lidhoffen, Saderica Dupin, Jorg Kivich Rokatansky e Brida Faregner, escritores como Betty Shallow, Marta Wolfgang von Gotte, Tess Thickens, Edard Alba Pool, os irmãos Brownie, Colbert Guy Robertson, Crista Twine, Victor Ronan Coil, Gaspar Wyld e A. G. Weels, pintores como , Genee Delafaux, Viviane van Locke, Ulla Yefimorova Redrum e Thomas Role e pensadores como Gorg Vinhelm Denkich Heugel, Jarl Mann e Korlin Brawdin e tantos outros, um verdadeiro panteão de deuses da cultura e do pensamento! 

Mas pare para pensar um pouco, com tantos avanços modernos que temos em todas as frentes, porque ainda temos deuses que, segundo alguns de seus textos sagrados, devemos “Nos banhar no sangue de fracos transformados em pulpa” ou “cantar e dançar perante o brilho de luna, nus em corpo e mente”? Da última vez que chequei, se você tentar sair pelado pela noite cantando e dançando você vai preso! Nem vou começar a falar o que acontece se você sair por aí regado em sangue de bebês!

 Então proponho nesta coluna um exercício de modernização e repropósito dos nossos velhos deuses asterianos, podem chamar de Reforma Religiosa de Kellen, se quiserem! Então vamos lá.

Arkanotoh: Deus dos universitários que passam tempo demais nas universidades, estudiosos que estudam demais, das conversas pseudo-intelectuais e dos bitolados.

Bahamut: Deus dos duelos de honra e o terror das crianças desobedientes. Deus também de criaturas aterradoramentes grandes que só encontramos hoje em dia em terras não civilizadas e safaris, graças a....! Bahamut?

Bela: Ex-Deus da guerra, Senhor dos Gastos Inflados pelos Ministérios Bélicos, Deus do quebra-pau e do bate-boca. São formas de guerra, não são? Senti falta de um clérigo de Bella no Salão de Verão Raelia passada, aquilo sim, foi um verdadeiro Campo de Bela!

Crasso Equus: Deus dos cocôs nas ruas, das carroças e charretes e do interiorzão. Ah! Também é deus do turismo! Nisso temos que agradecê-lo!

Criador e Entropia: É muito difícil falar deles, posso ser atingida por uma estrela Mesânica ou ser decapitada por uma cimitarra Arrabica se ousar brincar aqui!

Ego: Deus patrono dos governantes e monarcas de Aester afora, não... espera... posso escrever isso?
Fae: Deus dos fabulosos e fabulosas que lutam para poder ser quem eles nasceram para ser, não desistam Madamos e Cavalheiras!

Gaia: Deusa dos jovens que só querem saber de passar o dia inteiro nos parques se “comunicando com a mãe natureza” e também deusa das pessoas que realmente se importam em manter o pouquinho de natureza que ainda temos. Gosto de elfos sim! Querem me bater por isso? Peguem a fila!

Galeneão: Deus das histórias altas e da Nossa Sagrada Marinha. Todos salvem a RONAF, pois se eles afundarem todo os nossos suados impostos pagos afundarão junto com eles!

Ghennus: Deus da Tecnomancia! O que? Quer dizer que existem outras formas de usar invenção e criatividade que não seja misturar magias perigosas com aparelhos que parecem que vão explodir a qualquer momento? Me conte mais!

Haxis: Haxis, estou profundamente decepcionada com você.... primeiro você assassinou a tolerância especicista, depois assassinou o bom senso, depois assassinou o juízo e ainda por cima tinha que assassinar a Grã-Duquesa! O que? Esta última não foi você e sim alguns fanáticos políticos? Mesmo assim não te perdoo pelo resto!

Hera: Deusa das dinastias, das máfias e das festas recheadas de hipocrisia.

Heracles Olympus: Deus dos homens e mulheres viciados em musculação. Uma dica para seus seguidores. Não exagerem! Quando ficarem saudáveis e esbeltos parem! Não se tornem uma horrível pilha de músculos pelo amor que vocês têm aos meus olhos!

Licantro: Licantro o deus da selvageria e dos predadores malignos, ou seja, deus dos formuladores de impostos, dos industriais e dos generais. 

Luna: Deusa dos filósofos, pintores, escritores e desocupados. Deusa também de alguns ingratos que se esqueceram como eles conseguiram estar onde estão agora. Criem tino, filhos pródigos!

Manthos: Deus dos fatalistas e dos Mantófilos. Com essa guerrinha de dinastias rolando, não é Bela o grande vencedor e sim nosso amigo Manthos aqui!

Nefasto: O deus das pragas e mortos-vivos. O ser mais odiado de Erdéria. Cuidado Nefasto, tem gente concorrendo com você pelo título de mais odiado de Erdéria agorinha mesmo! E aquela história de se prolongar por meio da morte-vida? Conseguiram outros meios, Velho Encarquilhado! Chamam-se Absolutismo e Títulos de Nobreza!

Noncompos: Deus dos malucos de pedra, dos parentes de casas nobres indesejados e trancafiados em sanatórios e dos parlamentares desvairados que mandam nossos jovens para morrer em guerras sem sentido.

Noturnna, deusa dos pesadelos, dos góticos, do bicho papão e da consciência de alguns políticos nossos.

Pólo: Deus da civilização, disciplina e população. O deus mais admirado por todos nós! Ele era deus da comunidade e do bom senso também? Então o que é que estamos cultuando se não temos senso de comunidade ou bom senso mais?

Ráelo: Deus das peles douradas e dos banhos de sol. Nobre deus sol e líder. Existem tantas pessoas que se classificam exatamente desse jeito que, de tão inflados, nem é possível se enxergar o original.

Revel: Deus da alegria e das festividades! Existem tantos bailes e festas em nossa sociedade que acho que Revel está estourando de felicidade. Oh não, não! Me desculpem! Essas festas são cheias de hipócritas e cheias de intriguinhas que Revel é aquele carinha sentado e isolado no salão achando tudo um tédio.

Set: Deus das festividades, encontros sociais, pronunciamentos governamentais e relações políticas de nossa sociedade atual.

Silva Artemia: Deusa dos bem aventurados senhores de bosques e florestas que ainda se tem algo para caçar e dos bem afortunados “bárbaros” que ainda estão livres da civilização e podem caçar com liberdade em suas moradas.

Tiamat: Deusa dos monstrões malvadões gigantescos, com asas, dentes e que cospem fogo pela boca. Ou seja, Godo Uberhaus.

Tiranno: Deus da justiça, do absolutismo e das dinastias! 

Truculo: Atual deus da guerra. Sério.

Valor: Deus dos advogados, juízes, cortes e morosidade judicial. Sim, quando vamos passar para frente o Ato de Ilegalidade dos Conflitos em Aester? Quando vamos declarar como atroz o caso Estado versus Merfindel? Uh, Oh! Tarde demais!

Yago: Deus dos industriais e de certos parlamentares.

Zeos Olympus: Deus protetor do destino, do céu e do trovão, deus protetor das raças cientes. Sério se ele está mesmo vendo tudo isso de cima, de duas uma: Ou ele arrancou os próprios olhos em desgosto, ou ele está preparando uma tempestade para nos varrer do mapa! Nem digam que eu não avisei!

Hellen Kellen é jornalista política, humorista e colunista deste veículo desde 1899 AV. Proibida de pisar no solo de várias nações e ameaçada de morte por vários esquentadinhos que não sabem aguentar uma crítica. A vocês lhes digo, podem entrar na fila!


terça-feira, 8 de março de 2016

A Origem do Homem, da Tecnomancia e a visão do homem da Era Áurea das demais raças




Anões, Gigantes, Elfos, Gnomos, Trolls e Ogros viviam em Erdéria e eles dividiam o mundo entre sí. Os humanos nada mais eram que grandes macacos aparvalhados, com medo demais do mundo para se afastarem de suas cavernas mais que alguns quilômetros.

Até que o deus Polo, com vontade de ter uma raça dominante em Erdéria decidiu adotar os humanos como filhos. Mas logo ficou frustrado ao notar como primitivos eles eram. O deus notou que os humanos precisavam de uma centelha divina e logo pensou onde poderia encontrar uma centelha divina para dar aos seus filhos.

Ele poderia dar a sua própria, mas isso implicaria que ele ficaria fraco e, enquanto descansasse, seus filhos poderiam se desviar e se tornar algo que ele não queria ou, pior ainda, ser destruído pela inveja de outros deuses ou outras raças. Então resolveu tomar a centelha de outro deus.

Neste tempo, a noite era quase tão iluminada quanto o dia. Pelo dia, Ráelo passa com sua carruagem flamejante pelo céu, iluminando dourado toda Erdéria. Pela noite, Luna passeia pelo firmamento iluminando prateado todo o firmamento. Noturnna, deusa da noite, sugeriu a Polo tomar o fogo de Luna enquanto ela dormia, e foi isso que ele fez. Roubou o fogo de Luna e o mostrou aos humanos. 

Ao verem a centelha divina, os humanos ficaram cientes de sí mesmos e não mais queriam viver como animais. Os bordeses também viram o fogo de Luna, escondidos em seus arbustos, e por conta disso, também tomaram ciência de sí mesmos. 

Luna nunca mais brilhou como brilhava antes e Noturnna ficou mais poderosa, mas os humanos prosperaram como raça. 

Logo as demais raças se entusiasmaram com o novo irmão e começaram a ensinar seus meios aos humanos.

Dos anões, os humanos aprenderam os segredos das pedras e dos metais, a importância e a beleza das pedras preciosas e dos metais, das armas e das armaduras e de tudo que se é possível fazer de útil com metal e pedra.

Dos elfos, os humanos aprenderam a utilizar a magia, a amar e criar coisas de arte, do canto e da música, da cultura e o belo. 

Dos gigantes, os humanos aprenderam a criar grandes castelos e fortificações, aquedutos e pontes, prédios e naves. Tudo de útil na construção e arquitetura.

Dos gnomos eles aprenderam a fina arte das pedras preciosas e do convívio com a natureza, aprenderam a inventar coisas novas e transformar coisas velhas.

Até os bordeses tinham o que ensinar, mostrando a importância do mapeamento e da cartografia e da importância de viajar e explorar.

Muito tempo se passou assim, os humanos evoluíram como raça e como sociedade. Criaram suas próprias coisas e erigiram seus próprios reinos e culturas. Mas tudo que faziam não era exatamente original e o que eles faziam de novo não impressionava as outras raças. Os humanos não tinham um papel importante em Erdéria.

Isso mudou com a invenção humana de se unir a tecnologia com a magia, nascia a Tecnomancia, ciência que faria dos homens a raça mais poderosa da terra.



Antes da tecnomancia, a tecnologia e a magia andavam separadas. Artefatos tecnológicos eram toscos e pesados. A maioria dependia de elementos naturais, como a força de um rio ou dos ventos, ou energia animal. Apesar de ser acessível a todos, não era algo que pudesse fazer maravilhas, como a magia fazia.

Já a magia poderia fazer praticamente tudo, construir ou desconstruir realidades, mover montanhas, fazer voar ou respirar debaixo d’agua. Mas a magia sempre foi selvagem e indomável. E aqueles que tinham o domínio sob a magia, seja por herança de sangue, estudos arcanos, bênçãos divinas ou qualquer outra coisa eram poucos e únicos. Magia nunca seria algo que todos pudessem usar. Artefatos mágicos eram raros e poucas pessoas os possuíam, menos ainda conseguiam cria-los e muito menos pessoas queriam se desfazer delas. 

A tecnomancia combinou o fácil uso e acessibilidade da tecnologia com o poder incrível da magia. Agora, qualquer um poderia voar ou viajar debaixo d’agua através de dirigíveis e submarinos. Montanhas poderiam ser movidas através de Mecânos e Tratorescavadeiras. Distâncias eram vencidas em prazos curtíssimos de tempo com Ferrocomboios e Autocarros. Qualquer um poderia dar vida com poderosos remédios, ou tirar vidas no apertar de um simples gatilho.

Os elfos, em suas florestas, começaram a desaparecer. Sua raça primitiva e selvagem não conseguindo mais acompanhar a velocidade e o esplendor do mundo dos humanos está quase que totalmente extinta. A única prova de sua existência são histórias de uns poucos elfos ainda vivendo nas florestas e os elegantes Elfos Urbanos, evolução da raça élfica que se salvou graças ao precioso sangue humano que correm em suas veias. As florestas são importantes recursos para a continuidade da evolução humana, os elfos terão que se afastar ou encontrar a extinção completa.

Os anões se retiraram para as profundezas da terra, mesquinhamente escondendo as riquezas da terra para sí. Mas o brilho e glória da humanidade alcançará os toscos redutos desta raça apática e usará seus recursos para coisas mais uteis e mais importantes. 

Os gigantes reclusos em suas montanhas nas extremidades do mundo ainda se acham senhores. Mas a humanidade apagará sua arrogância e as montanhas também serão propriedade do progresso e da civilização.

Os gnomos devem usar sua genialidade e criatividade para alavancar o progresso da humanidade. Esta é a única forma deles conseguirem evoluir. Devem abandonar seus sonhos tolos e suas invenções que não servem a nenhum propósito.

Os bordeses se adaptaram bem a sociedade humana mas, seus tamanhos diminutos e seu instinto de sobrevivência mais assemelha aos dos ratos que dos humanos e, por isso, são fadados a um papél secundário na mais brilhante fase do mundo. 

Todas as raças devem aceitar e se adaptar ao domínio da humanidade. Os humanos ficam mais do que felizes em aceita-los como filhos adotivos. Caso contrário, serão deixados para trás.

Erdéria vive agora o futuro. Erdéria vive agora o esplendor da Era Áurea, onde o mundo está aberto para o conhecimento e a conquista. Erdéria pertence agora ao homem.

Adore a Áurea Erdéria, ou seja aniquilado.


Cosmologia de Aester



Cosmologia de Aester.

Há muito tempo atrás, não havia Nada e Nada havia. 

Nada se deu conta de sí e de sua solidão. Nada não era mais nada, mas alguém.

E a partir daí, tudo se criou.

Do Nada, surgiu a entidade que se denominou O Criador. Imediatamente, ele denominou Nada de Entropia, e ela odiou isso.

O Criador começou então a popular o nada, primeiro com luz, depois com estrelas e mundos, mundos atrás de mundos. Entropia ia destruindo-os a media que apareciam.

Então, o Criador começou a gerar entidades tão poderosas que entropia não poderia destrui-las. 

Nasceram os deuses.

Entropia viu que não conseguia destruir estas novas criações com facilidade, então convenceu alguns de seus pontos de vista.

Os deuses começaram a gerar suas próprias criações, populando diversos mundos no firmamento.
Um desses mundos era bastante especial, pois tinha um nome. Ele se chamava Erdéria. 

Erdéria nada mais era que um grande pedaço de argila, sem forma, sem vida, mas com grande vontade de ser. Criador e entropia designaram para Erdéria seus próprios deuses, eram eles:

Arkanototh, deus dos estudos arcanos, é ele o responsável por dar aos mortais o desejo de ler e escrever, a vontade de ter e conservar conhecimento e o desejo de dar forma e consistência à magia, através de estudos minuciosos e ordem.


Bahamut o deus dos dragões bons, ele deu aos mortais o conceito de honra e obediência. Também é pai de todas as grandes bestas do céu e da água.



Bela é o deus da guerra, das batalhas e da força. Ele deu aos mortais o desejo de glória e de fazer guerra, além de ter ensinado a eles os meios de tornar isso possível.

Crasso Equus é o deus das jornadas, ele incutiu nos mortais a vontade de conhecer o mundo e de explorar. Ele também criou os cavalos e todas as criaturas semelhantes, para serem seus olhos e ouvidos pelos mundo.

Ego, o deus do egoísmo, inveja, prepotência e ambição. Ele incutiu nos mortais todos esses sentimentos e o desejo de possuir mais e desejar as conquistas dos outros para sí mesmos.

Fae, a deusa da beleza, dos mistérios e dos sonhos. Deu aos mortais de Erdéria o conceito de beleza, e fascínio pelo desconhecido e sonhos. Também trouxe para Erdéria as fadas e elfos. Estes seres eram originários de Primeiro Mundo, mas fizeram morada em Erdéria desde tempos imemoriais.

Gaia é a deusa terra, a deusa mãe. Ela é a encarnação da própria Erdéria, e transformou a maior parte do mundo. Foi ela que criou a terra e os mares, as montanha e os abismos. Ela também é mãe da grande maioria das criaturas do mundo, desde plantas aos animais. Ela também é mãe de quatro outros deuses. Eolus - deus do ar e das criaturas aéreas, Geos – deus da terra e criador dos anões, Hidros – deus dos mares e criador das criaturas aquáticas, e Piro – deus do fogo e criador das criaturas flamejantes. Gaia também é mãe do Titãs e estes são genitores dos gigantes.

Galeneão, deus dos mares e senhor de todos aqueles que os habitam e os desbravam. Ele deu aos mortais o medo e o fascínio pelo mar, ensinou a eles que o mar é o caminho para a vida e a morte. 

Ghennus é o deus das invenções, criatividade e inteligência. Ele deu aos mortais a criatividade, o desejo de criar e transformar e também a genialidade. Ele também é pai dos gnomos e dos kobolds.

Haxis, o deus dos assassinatos e dos venenos. Ele ensinou aos mortais que está tudo bem em desejar a morte dos outros ensinou a eles o uso de venenos e táticas de tirar a vida de forma rápida e fácil. Ele prega que até o mais fraco pode matar o forte.

Hera é a deusa das uniões, ensinou aos mortais a união e lealdade matrimoniais e a importância da família e a importância de se manter a reputação perante aos outros.


Heracles Olympus é o primeiro mortal tornado deus. Ele é o deus do atletismo e da provação física. Ele ensinou aos mortais, por exemplo próprio, a importância de se manter o equilíbrio entre a mente e o corpo saudável.



Licantro é o deus da selvageria, ele senhoreou a maior parte dos predadores e incutiu aos mortais o desejo de se render a selvageria, a se submeter a um estado primal de caça ou caçador, da lei do mais forte. Só assim se atinge a liberdade.

Luna é a deusa da lua e da magia. Ela incutiu em Erdéria a magia, na sua forma mais bruta e indomável. No começo, Luna brilhava tanto quanto Raelo, até Polo roubar dela seu brilho.



Manthos é o deus da morte. Ele deu aos mortais o entendimento de sua própria natureza. Que, um dia irão morrer e serão ceifados e envolvidos por Manthos.



Nefasto é o deus das pragas, do medo da morte e dos mortos-vivos. Ele incutiu nos mortais o medo da morte e o desejo de prolongar sua vida custe o que custar. Ele também criou as pragas e as doenças, criou a miséria e a ruína. E seus filhos são todos aqueles que não mais vivem, mas continuam existindo na morte.



Noncompos é o deus da loucura, da desinformação e das fadas más. Ele colocou nos mortais a libertação da loucura e da demência. Criou os elfos negros,  kobolds e todos os seres que veneram a loucura e a devassidão. 

Noturnna é a senhora da noite, da escuridão e dos pesadelos. É ela a responsável pelo medo da noite e do desconhecido e é ela a culpada pelos pesadelos que aguardam os mortais em seus sonhos ou sob o manto da escuridão. Ela é mãe adotiva dos elfos negros.

Pólo é o deus da civilização, da sociedade e da humanidade. Foi ele o responsável pelo desejo de se criar cidades e comunidades. E foi ele o responsável por dar consciência aos humanos.



Ráelo é o deus do sol, o guardião do fogo e líder do céu. É ele que ilumina o dia e guia os mortais. 



Revel é o deus da alegria e da boa fortuna. Ele deus aos mortais a alegria de viver e de festejar. Ele é o senhor das festividades.

Set é o deus dos venenos, senhor das trapaças e mestre da discórdia. Foi ele que criou os venenos e plantas e animais venenosos e peçonhentos. Ele é o responsável por ensinar aos mortais o uso da mentira, enganação e intriga.



Silva Artêmia é deusa da fauna e da caça. Ela é senhora dos animais e criadora de muitos deles. Ela ensinou aos mortais como caçar e como coexistir com os animais.



Tiamat é deusa dos dragões malignos e do desespero. Ela deu aos mortais a certeza do fim e o desespero perante as fatalidades. Também é mãe de todos os dragões malignos.



Tiranno é o deus da tirania. Deu aos mortais a confidência de que, com poder, ele pode dobrar todos seus semelhantes aos seus desejos e vontades.

Truculo é o deus da violência, destruição e chacina. Ele ensina aos mortais que o mais fraco pode ser abusado, morto ou usado com impunidade.

Vaira é a deusa da agricultura e da flora. Ensinou aos mortais o cultivo de sementes, frutos e vegetais e de tirar o sustento dessas plantas. 

Valor é o deus da justiça e do valor. Ensinou aos mortais o senso do que é certo e do que é errado e do senso de recompensa por ser justo, valoroso e altruísta.

Yago é o deus da riqueza, comércio e ladrões. Ensinou a importância da riqueza para os mortais e incentiva-os a acumular riquezas, não importando muito o meio.

Zeos Olympus é o deus dos céus, do destino e do trovão. Também é pai e protetor de todos os mortais que conseguem agradá-lo. Ele diz aos mortais que o bom caráter e nobreza de espírito garante um bom final. E para não temer grandes desafios e sim enfrenta-los com decisão.



Estes deuses transformaram o mundo com vida, sentimentos e ideologias. 

Anões, Gigantes, Elfos, Gnomos, Trolls e Ogros viviam em Erdéria e eles dividiam o mundo entre si. 

Os humanos nada mais eram que grandes macacos aparvalhados, com medo demais do mundo para se afastarem de suas cavernas mais que alguns quilômetros.

Até que Polo, com vontade de ter uma raça dominante em Erdéria decidiu adotar os humanos como filhos. Mas logo ficou frustrado ao notar como primitivos eles eram. O deus notou que os humanos precisavam de uma centelha divina e logo pensou onde poderia encontrar uma centelha divina para dar aos seus filhos.

Ele poderia dar a sua própria, mas isso implicaria que ele ficaria fraco e, enquanto descansasse, seus filhos poderiam se desviar e se tornar algo que ele não queria ou, pior ainda, ser destruído pela inveja de outros deuses ou outras raças. Então resolveu tomar a centelha de outro deus.

Neste tempo, a noite era quase tão iluminada quanto o dia. Pelo dia, Ráelo passa com sua carruagem flamejante pelo céu, iluminando dourado toda Erdéria. Pela noite, Luna passeia pelo firmamento iluminando prateado todo o firmamento. Noturnna, deusa da noite, sugeriu a Polo tomar o fogo de Luna enquanto ela dormia, e foi isso que ele fez. Roubou o fogo de Luna e o mostrou aos humanos. 

Ao verem a centelha divina, os humanos ficaram cientes de sí mesmos e não mais queriam viver como animais. Os bordeses também viram o fogo de Luna, escondidos em seus arbustos, e por conta disso, também tomaram ciência de sí mesmos. 

Luna nunca mais brilhou como brilhava antes e Noturnna ficou mais poderosa, mas os humanos prosperaram como raça.