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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Filhos da Tempestade




Havia uma época em que a humanidade estava no seu pináculo. A  terra era fértil e maravilhosa, as cidades eram grandes, cheias de vida e maravilhas. Construções atingiam alturas magníficas, inacreditáveis transportes levavam centenas de pessoas diariamente por terra mar e ar, não haviam lutas, nem forme, nem monstros nem medo. As pessoas não conheciam violência e sorriam e se cumprimentavam quando se encontravam. Aí veio a tempestade. Os céus se tornaram puro fogo azul e violeta. Deles, desceram raios de fogo, eletricidade e morte despedaçando instantaneamente todas as grandes construções, torrando e pondo fogo a todo o verde da terra, pulverizando as plantações e a terra que as proviam. As pessoas morriam aos milhares, milhões. A maioria desapareceu do mundo instantaneamente, muito seria se seus corpos tivessem virado pó, alguns ainda com seus sorrisos de bom dia nos rostos, sem se dar conta que morreram, que nem pó deles sobrou. Dessas pessoas, a única memória que sobrou delas são suas sombras impressas nos escombros. Algumas, no entanto, estavam longe do pior e demoraram muito para morrer. Seus corpos deformados, despedaçados, desmembrados, defumados e desfigurados agonizavam por minutos que pareciam horas, ou por horas que pareciam dias, ou por dias que pareciam anos, ou por anos que pareciam décadas, ou por décadas que pareciam a eternidade antes de morrer, alguns destes agonizam ainda hoje, vagando loucos sem rumo pelo apocalipse que se tornou o mundo. Outros se entediaram de agonizar, e resolveram tentar retomar suas vidas normais, ou algo parecido. Estes sobreviventes são vistos como horrores pelos descendentes daqueles que não testemunharam o fim, e são chamados por nomes feios, como monstros, horrores, zumbis, mutantes, aberrações. Eles não se veem assim, e preferem apenas serem chamados de filhos. Filhos da Tempestade.


Sobreviventes diretos do cataclismo que pôs fim na Era Áurea, os primeiros Filhos da Tempestade foram diretamente afetados pelos efeitos negativos da Tempestade mas que sobreviveram, apesar de terem sofridos terríveis deformidades e mutações que separaram eles de suas raças originais.

Não se sabe exatamente quanto tempo um Filho da Tempestade pode viver, já que não se sabe de nenhum deles que tenha morrido de velhice, além do fato deles não parecerem envelhecer (algo muito difícil de se notar, graças ao aspecto grotesco deles).

Apesar dos filhos da Tempestade terem se originado de uma tragédia eles são capazes de se reproduzirem entre si, se tiverem mantido sua fertilidade (ou se possuírem os órgãos necessários para tal intactos) o resultado é sempre um filho da Tempestade. Relações com outras raças resultam quase sempre em um bebê natimorto e extremamente deformado, nas raríssimas vezes que a cria sobrevive é também um filho da Tempestade. 

Filhos da Tempestade são incompreendidos e temidos pelas demais raças, nunca sendo bem vindos pela comunidade em geral, pois se acredita (com certa razão) que eles trazem doenças consigo, e sua aparência repulsiva não ajuda. Graças a isso, filhos da Tempestade tendem a ser solitários, eremitas e nômades. Os filhos costumam morar em áreas evitadas pelas demais raças ou que ninguém mais habita, como dentro ou nos arredores das antigas ruínas do passado, pântanos estagnados, desertos e outros locais isolados. Rumores abundam de cidades de Filhos da Tempestade, mas nenhum desses rumores foi confirmado. Apesar do isolacionismo, Filhos da Tempestade possuem grande vontade de viver como viviam antes, graças a isso, se esforçam para serem aceitos numa comunidade, seja uma composta exclusivamente por párias ou seja realizando pequenos feitos que beneficiam uma comunidade, na esperança de ser reconhecido e aceito por ela.

Personalidade: Filhos da Tempestade são extremamente anacrônicos, tentando viver ao máximo como viviam antes de tudo acabar, incluindo conservando os maneirismos, gírias, usando referências e nomes de localizações que não existem mais e vestindo as mesmas roupas da época (às vezes literalmente usando as roupas que sobreviveram da época). Outros, no entanto se adaptaram completamente a dura realidade, vivendo se comportando e usando coisas que são uma mistura estranha e chocante de várias épocas e culturas, mas que juntas melhor se adéquam a situação atual do mundo.

Filhos da Tempestade são pragmáticos e desiludidos quanto a religião não dando muita atenção para os caprichos divinos, muitos deles nem acreditando neles como seres divinos e sim como entidades alienígenas extremamente poderosas que nada tem haver com a vida em Erdéria. Entretanto, aqueles que se mantêm agarrados ao passado conseguem encontrar explicações para sua tragédia através da religião e continuam devotos (ou ainda mais devotos do que eram).

Aparência Física: Filhos da tempestade tendem a ser muito magros e ressecados, sua pele é seca e irregular, muitas vezes lhe falta pele em partes do corpo ou no corpo inteiro. A cor de um filho da tempestade é sempre doentia, variando do branco cadavérico, passando pelo vermelho de carne viva, o cinza de carne podre e o verde e amarelo doentio. Os corpos definhados dos Filhos da Tempestade fazem com que eles sejam mais leves e mais baixos que um humano. Seus olhos também têm cores incomuns, o branco leitoso, o amarelo ou o vermelho doentio e o negro são cores possíveis, mas também podem possuir cores de olhos normais. Um Filho da Tempestade com dentes brancos e olhos azuis causa um grande contraste com o resto de sua aparência, mas isso não é incomum. Raramente um filho da tempestade possui cabelo, mas aqueles que possuem o valorizam e o embelezam da melhor maneira que podem. Pelos corporais e faciais também são raros e quando surgem tendem a crescer em lugares errados, de forma desproporcional e desagradável, geralmente acompanhados de caroços e verrugas.

Regiões Favorecidas: Qualquer lugar de Aester.

Religiões Favorecidas: Qualquer.

Sub-raças

Filhos da tempestade foram resultado de uma mutação "fortuita" proveniente do desastre que se abateu no mundo séculos atrás, porém, algumas mutações foram ainda mais tortuosas e geraram raças ainda mais estranhas, algumas delas descritas abaixo:

Vivos-Mortos

 

Filhos da tempestade receberam graves mutações físicas e mentais, mas mantiveram sua consciência e capacidade de pensar, formular ideias e julgar. Alguns, no entanto, perderam inclusive isso. Vivos-Mortos são criaturas idênticas aos Filhos da Tempestade, mas que foram reduzidos a um estado de loucura animalesca irreversível. Vivos-Mortos são predadores ferozes, eles reconhecem que são semelhantes a outros humanoides e outros Filhos da Tempestade, mas os atacam assim que os encontram, pois o veem como competição territorial e uma fonte de alimentos.

Horrores da Tempestade

 

Alguns sobreviventes da tempestade receberam mutações terríveis demais que o transformaram em humanoides monstruosos. Horrores da Tempestade são criaturas que receberam deformidades ainda mais severas que os trouxeram poderes físicos ou intelectuais, extraordinários, a custo de toda sua sanidade e humanidade. Hoje, horrores se veem como seres completamente à parte dos demais humanoides, enxergando-os apenas como vítimas, escravos ou comida. 

Aberrantes


 

Algumas vítimas da tempestade que sobreviveram se tornaram verdadeiras monstruosidades deformadas. Alguns inclusive foram afetados tão próximos uma da outra que se fundiram num único ser. Aberrantes são criaturas que em nada lembram o humanoide (ou os humanoides) que já foram. Seu comportamento é desprovido de qualquer sentido racionalmente concebível, tão arruinada suas mentes ficaram pela tragédia e transformação.

Primogênitos

 

Os filhos da tempestade que foram criados pela tempestade e estão vivos até hoje são conhecidos como Primogênitos. Em sua maioria, os primogênitos são criaturas de grande poder, riqueza e conhecimento acumulados que se isolaram por não mais se identificarem com os demais humanoides e seus interesses e emoções mundanas.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Feriados e datas Comemorativas de Aester



Feriados e Datas Comemorativas


Aester, como qualquer outro lugar, possui suas celebrações, festas e datas de marcos importantes. Abaixo, as principais datas comemorativas de Aester e quando elas se passam.  Os feriados estão divididos pelo mês.

 
1. Nifelia (segundo mês de Inverno) – alusão a Niflheim, reino dos gigantes de gelo – devido ao frio que se inicia neste mês, Nifélia possui 31 dias.

Feriado

Congregatio: Celebrado no 1º, 2º ou 3º dia de Nifélia e normalmente durando de 3 dias a uma semana, o Congregatio é herança dos Yperianos, e é uma confraternização entre classes. Nobre e Camponeses, escravos e amos, senhores feudais e servos, todos eles se sentam a mesma mesa para beber e celebrar. Os templos de Fae, Gaia e Vaira recebem homenagens para promover proteções e bem aventuranças para quando o inverno acabar e os templos de Manthos, Nefasto e Noturnna recebem pedidos de misericórdia e apaziguamento. Os templo de Revel e Hera também celebram o feriado, mas para a organização das festividades do que por qualquer outra coisa.

2.Eolus(terceiro mês de inverno) – homenagem ao deus dos ventos Eolos e também uma forma de tentar apaziguá-lo por um fim de inverno brando. Eolus possui 29 dias.

Feriados

Imóluco: Celebração que ocorre no dia 1º ou 2º de Eolus e tem duração de dois a cinco dias.  É composto de muitas orações aos deuses, principalmente a Vaira, por uma boa plantação e terras férteis, a Silva Artêmia para uma caça abundante e filhos fortes e a Eolus para ventos misericordiosos.  É costume se plantar uma semente neste dia, se ela brotar é bom sinal para a pessoa que plantou e sua família.

Parentália: Celebrado nos dias 11 e 12 de Eolus, era usado para lembrar de entes queridos e parentes mortos, e de perdoar familiares por ofensas ou brigas passadas. Manthos e Hera são os deuses mais celebrados. Também se aproveita para limpar e realizar zelos e manutenções em cemitérios, para que os mortos não tenham motivos de ouvir o chamado de Nefasto e acordar como mortos-vivos.

3.Bela (primeiro mês de primavera) – homenagem a Bela, o deus da guerra. Bela possui 31 dias.

Feriados:

Kalendas: Celebrado nos dias 11 a 15 de Bela, é uma celebração a virilidade, força, atletismo e coragem. Os deuses Zeos Olympus, Heracles Olympus, Bela e Valior são celebrados.  Há muitos jogos, lutas e corridas nestes dias.

Corridas de Kalendas


Ostara: Celebrado dia 21 de Bela, é a chegada da primavera e Marca o tempo das plantações.  Além de Vaira, Silva Artemia e Gaia, Fae, Luna e Arkanototh também são celebrados, pois é considerado um momento mágico. As celebrações ocorrem por uma semana.

Ostara


4. Vaira (segundo mês de primavera) – homenagem a Vaira deusa da agricultura. Vaira possui 30 dias.

Feriados

Ceriália: Promovido no dia 11 ou 12 de Vaira, este dia é marcado por banquetes com muitos cereais e outros frutos da terra.



Beltane: Promovido no dia 30 de Vaira, Beltane é um festival onde várias fogueiras são acesas, as ruas e casas são adornadas com flores e vários banquetes são realizados.  É costume se pular as fogueiras para demonstrações de coragem e simbolismo de virilidade e fertilidade. 



5. Hera (último mês de primavera) – homenagem a Hera – deusa da beleza e das mulheres. Junho 
Possui 31 dias.

Feriado

Vestália: Celebrado no dia 12 de Hera, é o dia que se homenageia as mulheres e as mães. Os deuses Fae, Silva Artemia e Hera são celebradas. Há competições tanto físicas e intelectuais que apenas mulheres podem participar.



6. Polo (primeiro mês de verão) – homenagem a Polo – deus da civilização. Este mês possui 30 dias.

Feriado

Lita: Neste feriado, que é celebrado dia 21 de Polo. A iluminação e a clareza, tanto da natureza quanto do ser ciente são celebradas.  Histórias são contadas neste dia, jogos de atletismo são realizados, concursos tanto artísticos quanto intelectuais são promovidos. Polo, Raelo e Eolos são os deuses mais lembrados.



7. Olympus (segundo mês de verão) – homenagem a Héracles Olympus – deus do atletismo e a Zeos Olympus - Deus do céu e do trovão. Olympus possui 31 dias.



Feriados

Olímpia: Esse feriado, que ocorre nos dias 5 a 13 de Olympus, marca os jogos Olympicos e são dias de muita provação física e superação. 


Festival Opet: Ocorrendo a partir do dia 19 de Olympus e termina dia 1º de Victório. É um festival em que se celebra Ráelo, o sol e suas bênçãos com um belo festival nas ruas e procissões aos templos do deus do sol até o dia 22. Os dias restantes são realizados com orações e jejum (embora só os mais devotos o façam) até o dia 26 de Olympus. No dia 27 até o dia 29 se tem outro festival em homenagem a Arkanototh, são celebrações artísticas e culturais onde desafios intelectuais, exposições de arte e compra e venda de livros e outros produtos relacionados a cultura e conhecimento tomam lugar. Finalmente, o dia 30 até o 1º de Victório são usados para absorção e difusão de conhecimento e cultura de forma calma e contemplativa, além de jejum.
 



8. Victório (último mês de verão) – em homenagem ao imperador Victorus Cesar  - do império Ypérii. Victório possui 30 dias.

Feriados

Lammas: Celebra-se a colheita, o fim do verão e os preparativos para o inverno. É celebrado no dia 1º de Victório.

Dia de todos os Pais: Celebra-se a fermentação do vinho, e os deuses Bahamut, Valior, Zeos Olympus e Raelo. Também é um dia para expiações e julgamentos justos. Celebram-se também os chefes de família e governantes (sejam eles homens ou mulheres). O Dia de Todos os Pais se dá no dia 11 de Victório.

9. Luna (primeiro mês de outono) – em homenagem a deusa da Lua – Luna. Luna possui 31 dias.

Feriado

Mabon: 21 de Luna. Celebra-se a segunda colheita, o dia em que Luna voltou a brilhar e a memória que isso traz de noites dominadas pela escuridão de Noturnna. É uma celebração mais sóbria, regada por histórias e vinhos a luz de velas. As histórias sempre possuem caráter de alerta. O dia também é famoso por demonstrações artísticas de teatro e canções. 



10. Vidigácio (segundo mês de outono) – em homenagem ao primeiro rei de Ypéria e libertador de Aester do domínio Ypérii. Vidigácio possui 30 dias.

Feriado

Souween: Celebrado no dia 30 de Vidigácio, terminando apenas no dia 7 de Nonuo, Soween é uma grande celebração onde se prepara para o inverno e é o último festival de colheita do ano.  É também a celebração para se apaziguar os mortos. Todos os mortos e os espíritos são homenageados. Pessoas costumam se fantasiar de mortos, monstros e espíritos para acautelar os vivos pelos perigos que o inverno trará. 



11. Nonuo (ultimo mês de outono) – palavra para “nono” em Ypérii. Nunuo possui 31 dias. Nonuo não possui feriados, a não ser a continuidade do Souween.

12. Décio (primeiro mês de inverno) – palavra para “décimo” em Ypérii. Décio possui 30 dias.

Feriado

Yule: Comemorado no dia 21 de Décio, é celebrado com trocas de presentes e palavras de esperança e conforto para a volta da luz e dos espíritos de bem. Se o Yule ocorrer bem e nenhuma desgraça ocorrer até o dia 25 de Décio, significa que os deuses e espíritos do bem voltaram mais cedo. É costumeiro reuniões familiares e banquetes no decorrer dos dias. 


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Apelar e ser apelão é ruim? NÃO! É BOM! Diferenças entre apelar e otimizar.



Tenho um amigo meu que morre de medo da alcunha de apelão, e que se esconde em falácias como “sou muito azarado, por isso preciso minimizar as chances de meus personagens de serem ruins” ou “estou apenas otimizando meu personagem”.

Quanto a azar, não há o que fazer. Se isso existe mesmo, não importa o quanto você apele, não vai dar certo.

Quanto a otimizar o personagem, bem... qual a diferença entre otimizar e apelar? E porque apelar NÃO É RUIM!?

A diferença entre os termos é muito tênue.

Meu grupo mais antigo é composto por um bando de macacos velhos. Eles adoram o RPG, mas morrem de medo de entender regras novas! Preferindo inclusive jogar as versões mais antigas do jogo! Ok, beleza, tudo bem! Mas eu como desginer de jogos fico triste, pois eles não exploram as regras que eu criei. Sinto falta da veia de apelão deles (sou eu que otimizo os personagens deles).

Otimizar ficha é pensar em um personagem com carinho, e após estar tudo definido na imaginação sobre sua cultura, tipos de magias e armas dessa cultura, etc. Procurar regras que deixem ele bom naquela coerência que você montou para ele.

Por exemplo, um jogador faz um mago especialista em magias de fogo. Pouco importa para ele se magias de gelo são mais fortes, ele nem as vê. Ele vê todas as de fogo e escolhe as melhores. Ou um cavaleiro medieval, pouco importa para o jogador se a melhor arma é a espada japonesa, ele nem passou os olhos por ela. Mas ele otimizou seu personagem para lutar o melhor possível com escudo, espada longa, lança e mangual.

Katana? Isso é nome de algum ser infernal? Eu o mato com um golpe de minha leal espada longa! -Jogador otimizador.


Apelar é juntar todos os benefícios possíveis em uma única ficha sem se importar com o personagem, com a personalidade dele ou mesmo com a coerência de suas habilidades. Personalidade, roleplay e coerência são opcionais para o apelão.

Mas alguns apelões (e eu sou um deles!) conseguem juntar tudo quanto é regra, apelando mesmo, sem coerência nenhuma e depois amarrar uma coerência em tudo como nunca ninguém imaginou!

Por exemplo, o apelão vê que katanas são as melhores armas do jogo e armaduras completas são as melhores armaduras disponíveis. Mas o jogo vai ser numa campanha no estilo viking, onde não existem armaduras completas nem katanas. Ele faz o build em volta do uso de katanas e armaduras completas. E no jogo, diz que seu personagem é um oriental que estava em uma expedição no ocidente e se apaixonou por armaduras completas dos cavaleiros medievais e passou a usar uma, quando seu navio naufragou e foi resgatado por vikings. Ou que é um viking que conseguiu armadura completa e katanas em expedições mais para o sul e para o oriente, se apaixonou por elas e se especializou nelas. Isso é apelar e criar uma coerência.


Achei esse build de usar foice e Grande Machado no Complete Guide to Break Games... Ops! quer dizer, passei minha vida inteira treinando no uso destas armas!! -Jogador apelão.

Otimizar seria ele tentar tirar o melhor da luta com machados, espadas longas, cotas de malha e escudos de madeira armas e armaduras típicas de um viking.

Eu como mestre não proíbo nada, nem apelões! Gosto deles até! Eles me desafiam, encontram falhas na regra que mais tarde eu posso consertar! Se interessam pela mecânica do jogo e isso faz eu gostar deles mais ainda. Fico triste quando não tem um no jogo, pois mecânica é parte do jogo, o otimizador de personagens nem quer olhar aquela magia de gelo mais forte do que as de fogo "porque meu personagem é um mago de fogo e não quer usar gelo". Nem vê aquela arma japonesa de crítico altíssimo porque "meu personagem é um cavaleiro no estilo europeu, nem sabe que isso existe". Já o apelão vê tudo!

Se você cria builds primeiro e depois coloca um personagem em volta dele, se você vê qual a melhor arma, de maior dano e maior crítico, vê qual magia causa mais dano e mais debuffs ao mesmo tempo e só depois pensa em como juntar tudo isso no seu personagem de forma coerente (ou não), então parabéns! Você é apelão! Se as regras no jogo forem sólidas, não há mal nenhum em ser um! E não há regra no jogo que o impeça a ser apelão! Mas seja um apelão consciente! Não estrague a diversão dos outros e busque trazer coerencia a seu personagem! Essa é a regra.